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Combate ao Seguro Pirata

O seguro pirata vendido por algumas Associações e Cooperativas, criadas com essa finalidade, estão com os dias contados. A Susep, através do novo superintendente Luciano Portal Santana, vai combater, sistematicamente, essa prática lesiva ao consumidor de seguros.

Usando das atribuições legais, o novo foco é desconsiderar a personalidade jurídica e comprometer os responsáveis, pessoas físicas, das respectivas in-seguradoras fantasmas. Tudo isto, como medida preventiva do governo para defender o consumidor e o Mercado Segurador.

Vale, inclusive, mapear todas essas entidades antes mesmo da fiscalização. A denúncia é outro ponto forte para combater quem está agindo fora da lei. Assim, apesar do romantismo visível ao consumidor, ele é absolutamente lesivo e não pode receber o nome de “seguro” , mas de: “Inseguro & Pirata“.

 

Afinal, é insensato pagar para receber proteção contra perdas e danos através de um contrato não oferecido por uma seguradora legal. Basicamente, há algumas razões para você não ser simpático em relação ao que vai contratar:

1 – Pirata é vendido por empresa “não” seguradora e “não” oferece garantias reais de que os prejuízos serão sanados.

2 – Não há regras técnicas, nem capital garantidor, como suporte para indenizar.

3 – Essas in-seguradoras fantasmas estão burlando a Legislação específica e comprometem a fiscalização delas próprias.

4 – Elas estão prejudicando os consumidores, as seguradoras, os corretores, os prestadores de serviço, o comércio, a indústria, os envolvidos em sinistros, a Receita Federal, o nível de emprego e renda do setor, e o País.

5 – Os chefes da pirataria lucram com o ilícito e deixam o consumidor em pânico na hora do sinistro. Afinal, quem vai pagar a conta?

6 – In-seguro Pirata é vendido mais barato do que o seguro da seguradora. Mas a diferença será “quase nada” em relação ao prejuízo que o in-segurado terá na hora dele próprio pagar o sinistro.

7 – Não há garantias do governo quanto ao Pirata e não se pode reclamar depois.

8 – Faz com que o consumidor perca não só o sono, mas os bens adquiridos durante a vida e compromissos de indenizar terceiros prejudicados, respondendo na justiça, inclusive.

Portanto, consumidor, ninguém pode dizer o que é bom para você, mas o in-seguro pirata não merece credibilidade.

Veja 7 medidas para prevenir-se dos Piratas:

1 – Verifique o nome da seguradora e consulte o site da SUSEP : www.susep.gov.br . Se não for seguradora, não compre!

2 – Denuncie as empresas mascaradas de seguradoras na SUSEP: www.susep.gov.br . Pelo site ou telefone.

3 – Compre sempre com corretor de seguros. Ele é o profissional indicado para oferecer-lhe produtos seguros. Consulte: www.fenacor.com.br

4 – Verifique o que está assinando e exija todo a documentação do seguro: Proposta, pagamento identificado e Kit da Apólice de Seguro.

5 – Desconfie de produtos oferecidos por qualquer pessoa que não trabalhe com o setor.

6 – Peça conselhos aos familiares sobre negócios com seguro que vai realizar.

7 – Estude sobre o setor e como se desenvolvem os produtos no Brasil.

Isso tudo, para que você tenha certeza de que estará adquirindo um produto “SEGURO”. Lembre-se: Na hora de contratar você recebe documentação em papel ou CD, mas a entrega do produto “seguro” se dá no momento de garantir o contrato e a indenização de prejuizos.

Se você busca mais informações sobre o seguro pirata, o blog Seguro é Proteção traz casos e depoimentos de pessoas que já contrataram este tipo de seguro, além de trazer diversas notícias sobre o assunto.

PROTEÇÃO NÃO É SEGURO! SEGURO É PROTEÇÃO!

Fonte: Armando Luis Franciso – 25/07/2011